quinta-feira, 30 de abril de 2009

Gripe suína já terá matado 150 pessoas no México
27.04.2009 - 18h26 PÚBLICO
O número de mortes devido à nova estirpe de gripe suína já terá atingido as 150 no México. Nos Estados Unidos, o Centro de Controlo e Prevenção das Doenças diz existirem 40 casos confirmados em cinco estados, incluindo 20 em Nova Iorque, mas são todos casos de gravidade moderada. No Reino Unido há os primeiros casos confirmados.Os 20 casos confirmados de Nova Iorque são todos numa escola privada de Nova Iorque, disse o “mayor” Michael Bloomberg. Mas há mais 25 casos suspeitos, em pessoas relacionadas com a escola de Queens, e à medida que mais pessoas forem testadas o número pode chegar à centena, disse Bloomberg, citado pela agência Reuters.“Acreditamos que pode haver mais de 100 casos de gripe suína na escola, e os testes laboratoriais estão a confirmar as nossas suspeitas”, disse o “mayor”, numa conferência de imprensa. A ministra escocesa da Saúde, Nicola Sturgeon, confirmou que duas pessoas que vivem em Airdrie, e que recentemente estiveram no México, têm o vírus da gripe suína, e sete outras pessoas que estiveram em contacto com elas têm sintomas ligeiros de infecção, adianta o jornal “The Guardian”.Outras 17 pessoas estão sob observação no Reino Unido. Na Bélgica, seis pessoas estão também en quarentena, adianta a agência AFP. Quatro vieram há pouco tempo do México, uma dos Estados Unidos e uma da Argentina.O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse em Nova Iorque que este vírus pode bem “causar uma nova pandemia”. Em Genebra, o comité de urgência sobre a gripe suína da Organização Mundial de Saúde (OMS) está reunido, e de lá pode sair a decisão de aumentar o presente nível de alerta pandémico da gripe – actualmente, está no nível 3, numa escala que vai até 6. Está neste nível desde 2005, em resposta ao aumentar do número de casos em que o vírus da gripe das aves H5N1 começou a infectar, ocasionalmente, seres humanos. Subir para a fase 4 de alerta pandémico significa que a OMS considera que surgiu um vírus com o potencial de causar uma epidemia à escala global e que consegue transmitir-se facilmente de pessoa para pessoa. A fase 5 indicaria que doença já se estaria a espalhar de forma significativa entre os seres humanos. Mas não é certo que seja tomada uma decisão hoje.O ministro da Saúde mexicano, José Ángel Córdova, fez uma actualização dos números da doença no seu país: mortes confirmadas devido à nova estirpe do vírus H1N1 são 30, 1614 casos suspeitos foram colocados sob observação e restam ainda 400 pessoas hospitalizadas.
OMS faz reunião sobre gripe suína
AE - Agencia Estado


GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) fará uma reunião de emergência neste sábado para decidir se vai declarar emergência na saúde pública internacional por conta dos casos de gripe suína que matou dezenas de pessoas no México e deixou pelo menos sete doentes nos Estados Unidos. É a primeira vez que a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, convoca um comitê de crise, desde que este tipo de iniciativa foi criada há dois anos, informou o porta-voz da entidade, Gregory Hartl.Chan disse hoje que a gripe suína tem potencial para tornar-se uma pandemia, mas que não é possível prever se e quando isso poderá ocorrer. O comitê deve decidir ainda hoje se o surto de gripe suína constitui uma emergência. Caso positivo, a OMS pode considerar medidas como alertas de viagens, restrições comerciais e fechamento de fronteiras. O nível do alerta global para pandemia de gripe está agora na fase três, o que significa que o risco de o vírus se espalhar de humanos para humanos é inexistente ou muito pequeno. O comitê decidirá se o alerta deverá ser elevado para nível quatro ou cinco, dependendo da avaliação sobre a disseminação do vírus, afirmou Hartl. Uma elevação no nível do alerta é provável, já que as evidências no México indicam que o vírus se espalhou entre as pessoas e não apenas de animais para pessoas. Pelo menos 62 pessoas morreram de pneumonia severa causada por uma doença parecida com a gripe no México, de acordo com a OMS. Mais de mil pessoas ficaram doentes. Em algumas delas foi confirmada a contaminação por um tipo de vírus da gripe suína chamado A/H1N1. Essa variante particular do vírus não tinha sido vista anteriormente em suínos ou humanos, embora tenha havido casos de contaminação pelo H1N1. "Esta é uma grande preocupação para nós da OMS", disse Hartl. A atual vacina sazonal para gripe não oferece proteção para essa nova doença, mas o antiviral Tamiflu parece ser efetivo contra o H1N1. "México e EUA têm grandes estoques de Tamiflu", afirmou o porta-voz da organização. O vírus tem causado alarme no México, onde mais de mil pessoas adoeceram. Autoridades estão fechando escolas, museus, livrarias e teatros para conter a disseminação do vírus. A OMS, que tem monitorado a situação desde quinta-feira, disse que 12 casos no país foram confirmados como geneticamente idênticos ao vírus detectado na Califórnia. Autoridades norte-americanas disseram que sete pessoas foram infectas pela gripe suína na Califórnia e no Texas, mas todas se recuperaram. As informações são da Associated Press.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

organizações não governamentais

As Organizações não governamentais (ou também chamadas de organizações não governamentais sem fins lucrativos), também conhecidas pelo acrônimo ONG, são associações do terceiro sector, da sociedade civil, que se declaram com finalidades públicas e sem fins lucrativos, que desenvolvem ações em diferentes áreas e que, geralmente, mobilizam a opinião pública e o apoio da população para modificar determinados aspectos da sociedade.
Estas organizações podem ainda complementar o trabalho do Estado, realizando ações onde ele não consegue chegar, podendo receber financiamentos e doações do mesmo, e também de entidades privadas, para tal fim.

desnutrição infantil

O Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas fez na noite desta terça-feira um apelo urgente em favor da Coréia do Norte, onde mais de 30% das crianças estão desnutridas.
A agência da ONU destacou que até o momento recebeu apenas 8% dos 102 milhões de dólares necessários para fornecer 150 mil toneladas de alimentos aos norte-coreanos nos próximos dois anos.
Um milhão de pessoas, a maioria mulheres e crianças, já são auxiliadas pelo programa do PAM, mas com fundos suficientes seria possível atender cerca de 1,9 milhão de norte-coreanos.
Apenas três países, Austrália, Cuba e Rússia, responderam até o momento ao apelo do PAM.
O regime comunista norte-coreano depende em grande medida da ajuda internacional para alimentar os 23 milhões de habitantes do país. A desnutrição é crônica há vários anos na Coréia do Norte, onde na metade de julho ocorreram as piores inundações da história, o que deve agravar a situação.